sábado, 14 de abril de 2012

Manual de Assédio Sexual e Moral

Assédio Sexual
A atuação positiva do SINSESP mediante pesquisas, entrevistas, palestras, debates e seminários, contribuiu para a aprovação da Lei 10.224 de 15/05/01, sobre o crime de Assédio Sexual, que ampara todas as profissionais no mercado de trabalho.
Orientações sobre o assédio moral e sexual
Tipos de Assédio
Assédio compreende diversas maneiras psíquicas ou físicas de intimidação, ou pressão e nada mais é do que uma forma de expressão de poder, originária do comportamento do ser humano.
Expressões do tipo "puxaram meu tapete", "estou na geladeira", "fulano anda me olhando de forma diferente", são expressões até conhecidas da maioria dos trabalhadores e são formas de expressão de poder, classificadas como assédio moral.
Há ainda outro tipo de assédio moral: o assédio sexual, que varia na forma, de uma cultura para outra e que consiste em qualquer comportamento de natureza sexual inoportuno ou indesejável, que ocorra sem sua permissão.
Portanto, existem várias formas de assédio e o assédio sexual é uma dessas formas. Vale lembrar que o assédio moral ocorre tanto com homens como com mulheres.
Quem são as vítimas preferidas

Além de pessoas que possam estar fragilizadas emocionalmente, por motivos financeiros, ou amorosos, ou mesmo uma desavença em família, por exemplo, há também aquelas que relutam e têm alguma espécie de dificuldade em aceitar as autoridades constituídas. Estas são as principais vítimas.
Conseqüências Provocadas pelo Assédio Moral
A vítima de assédio pode sofrer sérios danos à autoconfiança, enfraquecer a saúde física e mental, além de diminuir a capacidade de trabalho, podendo até destruir carreiras profissionais. Por estes motivos, quando há processos judiciais, chegam a custar milhões e causam sérios transtornos para as empresas.
Como prevenir o Assédio Moral

No ambiente de trabalho, toda vez que um homem ou mulher avalia uma pessoa pelo seu sexo, estará esperando de retorno qualidades próprias de homem ou mulher e não profissionais.
Desconfie de recrutamentos com alta exigência de boa aparência, limite idade. Procure saber por quê. Procure apresentar-se adequadamente vestida e maquiada. Coco Chanel dizia que se você se veste como mulher os outros verão a mulher e se você se veste como profissional os outros verão a profissional. Saiba dizer não quando necessário.
Quais os tipos de empresa que facilitam o Assédio Moral
Empresas desorganizadas, que tratam inadequadamente a definição de papéis e responsabilidades dos seus trabalhadores, que possuem clima organizacional instável, que não possuem responsabilidade social definida acabam contribuindo para comportamentos indesejáveis. Cuidado com essas empresas!
Como e onde denunciar o Assédio Moral
Alguns procedimentos são necessários caso uma conversa firme e assertiva não atinja o objetivo desejado. Listamos, a seguir, algumas orientações: escreva uma carta para quem a molestou, talvez seja mais simples, mas não esqueça de mencionar a primeira conversa. Procure documentar os incidentes com data, local, pessoas presentes (se for o caso); colecione provas, tantas quantas forem possíveis.
Caso nada disso resolva, faça uma denúncia formal e por escrito, mencionando todas as provas e atitudes adotadas por você, coloque prazo para o problema ser resolvido e exija o protocolo desta correspondência.
Se você precisar buscar outra chefia ou a área de Recursos Humanos, ou um Advogado ou a Delegacia de Mulher e mesmo seu Sindicato, já terá a documentação necessária.
Acreditamos que uma conversa franca, clara e firme seja a solução para o problema.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Assédio Sexual

 
É fim de expediente. No ambiente vazio e mal iluminado, a esforçada funcionária arruma seus pertences com o propósito de deixar o trabalho e ir para casa. Prestes a sair, alguém bate à porta. É o chefe. A ausência de funcionários desinibe o homem. Sem qualquer discrição, ele elogia as formas físicas dela e oferece uma carona. O pedido a constrange. Ela nega. Dá uma desculpa. Preocupa-se em não ser grosseira com a “cantada” descarada do chefe, rotina no seu dia-a-dia na empresa. A cena é ficção. Mas se baseia em situações reais encontradas entre quatro paredes do mundo do trabalho. A ascensão feminina no mercado não conseguiu frear o assédio. Chefes “ousados” se esquecem, no entanto, de que se valer de condição superior na hierarquia de uma empresa para pressionar um funcionário para conseguir favores sexuais é crime. A infração está sujeita, no entanto, segundo o Código Penal, ao cumprimento de penas alternativas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que fazer quando sofrer assédio moral ?

 

Resistir, anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
Dar visibilidade, procurar a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
Organizar o apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
Exigir por escrito explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada à delegacia de polícia ou ao departamento de recursos humanos e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instâncias, como médicos ou advogados do sindicato, Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina.
Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para a recuperação da autoestima, dignidade, identidade e cidadania.
Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
Buscar apoio no médico de confiança ou numa organização como sindicato, Cipas, comissões de saúde e nas Delegacias Regionais do Trabalho.